terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

O importante é humilhar - Parte 4

Olá, Carteirinho. Quanto tempo!
Estou louca para contar o que aconteceu depois dos acontecimentos no laboratório. Alguns dias depois, aconteceu o Miss Músculos 2008, num ginásio da cidade.
Por mais difícil de acreditar que seja, o fisiculturismo feminino tem muitos fãs na minha cidade. Os 3 mil lugares estavam tomados. Por toda a parte circulava gente, inclusive as competidoras com seus trajes largos para esconder os músculos. Tarefa que era quase impossível para mim. Mesmo com o agasalho largo, podia-se ver meus músculos pressionando o tecido. Todos olhavam com uma mistura de ansiedade e susto. Mas dava pra ver no rosto deles que mal podiam esperar pela hora de eu pisar no palco.
Uma garota, dessas gostosinhas normais que a gente vê na rua toda hora, sem músculos nem nada, até esbarrou em mim. Quando ela se virou e me viu, engoliu seco e depois passou a mão pelo meu braço, sobre o agasalho:
- Nossa... boa sorte.
Deu pra ver que a safadinha deu uma leve esfregadinha de uma perna na outra, antes de sair em direção ao auditório, meio confusa.
Quando entrei na área das competidoras, vi o de sempre: todo mundo escondendo leite. Pelo fato de não haver divisão por categorias e para aumentar a emoção, a organização do evento colocou 3 regras:
1. A pesagem era feita de agasalho.
2. Foi criada uma sala individual de aquecimento. Assim, cada competidora tinha 10 minutos para se aquecer sozinha, antes de entrar no palco.
3. Todas as competidoras tinham que chegar com o pro-tan no corpo.
Dessa forma, as outras competidoras só viam a forma de cada atleta no palco, através de um monitor. Isso aumentava muito a emoção.
Na pesagem, nenhuma surpresa: cada grama dos meus 120 quilos estavam lá. As outras garotas ficaram assustadas. Afinal, a Dani era a segunda com 90 quilos.
- Calma, gente. Isso não quer dizer nada. Eu posso estar gorda, não é mesmo?
Nessa hora eu não consegui esconder a risadinha malvada.
As garotas foram entrando uma por uma, e até causaram certo frisson. Mas a platéia sabia a quem esperar. Foi quando sobramos só eu e a Dani. Desejei boa sorte a ela e vi enquanto ela entrava na sala de aquecimento. O nome dela foi chamado, e só pude ver sua forma física por um monitor, pois era minha vez de me aquecer.
Enquanto puxava ferro pesado para meus músculos ficarem bem inchados e salientes, pude acompanhar cada movimento de Dani. Ao som de "Man, I Feel Like a Woman!", aquela morena deliciosa fez pose por pose com uma sensualidade fora do comum. As curvas do seu corpo se mostravam, formados por músculos generosos e muito duros. O minúsculo biquini branco e as unhas pintadas da mesma cor, em contraste com a pele, davam um toque sexy a mais. A platéia urrava. Quando Dani flexionou a melhor parte do seu corpo, os glúteos, 3 mil vozes gritavam como seres irracionais. Ela sorria, confiante e excitada, quando terminou a apresentação com um duplo bíceps. Ninguém tinha a sensualidade, o tamanho e a definição dela até agora. Até agora.
Mas a minha apresentação tinha sido minuciosamente ensaiada. O biquini escolhido, por exemplo, só cobria meus mamilos e a xoxota. O cabelo loiro, a pele bronzeada, o biquini azul, as unhas brancas. Provocação pura. O restante da minha "roupa" não passava de fios que, perto do meu corpo, eram invisíveis para quem estava nos assentos. Desde os primeiros acordes de "A Million Ways", minha música escolhida, eu estava decidida a excitar a platéia. O show começou.
Do meio do escuro, no fundo do palco, o público viu, sem conseguir soltar um pio, uma montanha de músculos surgir. Músculos que pareciam ter vida própria.
No próprio caminhar, minha panturrilha aumentava e diminuia, mostrando definição e tamanho. Eu caminhava no ritmo da música, com movimentos de ponta de pé. Para onde quer que meus dedinhos apontassem, lá estavam as bolas de músculo, um pouco acima dos delicados tornozelos.
Comecei com uma pose de lado, que mostravam o biceps semi-flexionado e já enorme, e os peitorais - aquela massa de músculos inflada e hiperdefinida, que parecia prestes a explodir, arrebentando o biquini. Sobre os peitorais repousavam os seios, com os biquinhos duros. Toda aquela gente me olhando me deixava louca de excitação! Mais abaixo, as coxas e as panturrilhas delineavam a silhueta perfeita, que terminavam nos pezinhos, com os dedinhos apontando para o chão, o que ressaltava ainda mais a panturrilha. Com um sorriso no rosto, eu recebi a primeira onda de urros e aplausos.
Em seguida. me virei de costas. Primeiro, com os braços relaxados. Abriu-se uma asa gigantesca, onde podia ser vista a definição de cada músculo. Parecia mais uma pequena cadeia montanhosa desenhada em alto relevo nas minhas costas. O bumbum grande, duro e definido, com as pernas entreabertas, deixava escapar um pouquinho da xoxota que tinha engolido o minúsculo fio dental. Quantos homens - e mulheres - daquela platéia não fariam qualquer coisa para levar aquele fiozinho cheiroso de souvenir para casa? Os músculos da parte de trás das pernas ficavam bem salientes, nas coxas e na panturrilha, enquanto eu ficava com um pé no chão e outro de ponta, mostrando as solas rosadas. E a definição? Eles pareciam esculpidos por Michelangelo. Como se não bastasse tudo isso, comecei a flexionar os glúteos, um de cada vez, ao ritmo da música e terminei com um tapinha no meu bumbum. Com um sorrisinho sacana, eu ouvia a platéia urrar como animais. Eu já estava muito molhada nessa hora. Para terminar, um duplo bíceps de costas. Definido e suculento.
Dancei um pouco e fiz algumas demonstrações atléticas. Agachei e simulei uma trepada em que eu ficava por cima. Aí fiquei de joelhos, depois de quatro e simulei uma trepada cachorrinho. Em seguida estiquei as pernas e fiz 30 flexões sem ao menos suar. Depois fiz uma abertura de pernas no chão e me apoiei sobre os braços para, com a força deles, colocar as pernas para cima. Aquela abertura de pernas para cima deixava o montinho da minha bucetinha bem à mostra. Todos estavam em silêncio, atônitos.
Estava na hora de me virar e mostrar o abdome e as coxas. Quando eu coloquei os braços sobre a cabeça, meus braços já ficaram maiores que o duplo flex da maioria das competidoras. Flexionei o abdome como tinha feito no laboratório. Primeiro, seis gomos, perfeitos e grandes. Quando todo mundo soltou um UAU, achando que era só isso, eu forcei e saltaram mais dois gomos. Oito gomos perfeitos. A platéia estava ensandecida:
- Gostosa!
- Perfeita!
- Poderosa!
- Rainha dos músculos!
Cada grito daquele era como um pequeno estímulo no meu clitóris. Que tesão eu sentia! Pensei comigo: Quem quer uma gotinha de músculo?" Depois balancei a coxa um pouco, para a platéia sentir o quantro ela era grossa, e BOOOOOOM. Lá estava a gota de músculos na minha coxa. Perfeita, saltada, enorme, com cada fibra muscular à mostra. Eu era uma aula viva de anatomia.
Essa hora, juro que vi um rapaz na platéia com a mão dentro das calças e um outro bolinando a namorada. Olha, ela parecia gostar de tudo. Aquela mordida de lábios denunciava.
Em seguida, contei até três e soltei o famoso Crab Shot para mostrar os peitorais. A fenda de músculos formada parecia o Grand Canyon, e o peito, ombros e trapézio formavam uma verdadeira cadeia de músculos feito a Cordilheira dos Andes. O biquini não resistiu e arrebentou, mostrando os seios com os bicos duríssimos. O silicone deles ficou pequeno, ali no meio dos músculos. Enquanto eu sorria, o público aplaudia e aquela mocinha do casal gozava, usando os gritos da platéia para disfarçar os dela.
Faltava a cereja no bolo: o duplo bíceps. Sem a parte de cima do biquini, eu respirei fundo, me concentrei e levantei os braços. Quando eu dobrei os antebraços, ouvi um uníssono:
- OOOOOOOOOOOOOOhh...
O par de bíceps gigantescos, ovalados, com um corte perfeito no meio e veias gigantes correndo sobre eles deixaram o público embasbacado, antes de soltar gritos e mais gritos. Naquela hora, me sentindo a mulher mais desejada do universo, eu gozei. Segurei qualquer reação maior e me recompus. Era só esperar o resultado.
No anúncio das vencedoras, nenhuma surpresa: Dani em segundo, eu em primeiro. Ela veio me dar um abraço e tive uma sensação estranha. Ela tinha um cheirinho bom e um toque gostoso... Ela sacou que eu tinha gostado, apertou meu bumbum de leve e disse, no meu ouvido: vou te ver nos vestiários. Eu nao sabia o que estava acontecendo, mas achei bom.
Tanto que vou contar na próxima carta.
Beijo da sua campeã,
Mi

Um comentário:

Anônimo disse...

show de bola , mal espero a hora de ler o próximo conto