segunda-feira, 24 de novembro de 2008

O importante é humilhar - Parte 2

Querido Carteiro,
Sou eu de novo, a Michelle. Faltavam 4 meses para o campeonato estadual e eu não sabia o que fazer. Tinha que começar o treino pesado para a competição, mas precisava de algo mais, que me fizesse uma mulher capaz de vencer qualquer adversário, mulher ou homem.
Para esquecer um pouco o que me angustiava, resolvi dar um passeio. E, como precisava levantar minha auto-estima, resolvi fazer o que mais gosto: provocar.
Coloquei minha saia mais curta, colada ao corpo, que valorizava ao mesmo tempo os músculos do bumbum e deixava à mostra minhas pernas cada vez mais esculpidas. Para ressaltar as panturrilhas, calcei um chinelinho com salto. Um top bem soltinho mostrava os músculos do abdome e os braços, delineados. Passei o batom nos lábios e a sombra nos olhos azuis, e olhei o resultado.
Quando me vi no espelho, percebi que era mesmo uma narcisista. Ajeitei meus cabelos e o muque saltou com o movimento. Flexionei o biceps e uma bola de músculo com um corte no meio apareceu. Passei a outra mão nele e senti, debaixo da pele macia, uma dureza que meus dedos não eram capazes de apertar.
Fui descendo as mãos pelos meus peitorais, sentindo cada feixe daqueles músculos femininos. Passei as unhas pintadas de rosa sobre cada centímetro dos meus seios. Depois que perdi muita gordura com os treinamentos, tinha feito um belo implante de silicone para compensar. Os bicos, grandes, estavam duros. Os dedos, leves, caíram de uma vez quando atingiram o vale no meio dos peitorais. Aquilo me enchia de tesão. Desci com as mãos até minha barriga. Com os olhos fechados, senti meus dedos subirem e descerem aquela pequena serra de músculos que era meu abdome.
Com a outra mão, agarrei minha bunda e apertei. Os glúteos, duas bolas de futebol duras feito pedra, terminavam em coxas esculpidas em mármore. Fui agachado e correndo as mãos pelas minhas pernas, cada músculo tenso, eu tremendo de tesão. As panturrilhas, grandes e cortadas, com a pele ainda úmida do hidratante que tinha acabado de passar, iam diminuindo até chegar nas canelas delicadas, e daí para os pezinhos. Sentei no chão, abri as pernas e afastei a calcinha de renda com um dos dedos. Com a outra mão, usei dois dedos para massagear meu grelinho. Eu estava molhada, muito molhada. Já deitada no chão, aquele vai-e-vem frenético com os dedos, a outra mão sentindo meu abdome, meus seios siliconados sobre os peitorais duros. Quando gozei, não aguentei:
- AAAAAghffff...!!!
Deitada no chão, suada, eu aproveitava cada minuto daquele prazer. Me levantei, mordendo o lábio de tesão e me ajeitei para sair.
O dia estava lindo, um sol maravilhoso. Quando batiam na minha pele, os raios solares ressaltavam ainda mais cada movimento meu. É que, para provocar, eu sempre passava um pouco de óleo no corpo. Sabe como é: os músculos brilham, os pescoços se viram.
E não dava outra. Pelos óculos escuros, eu via vários homens olhando, e às vezes até mulheres. Alguns cochichavam. Muitos, nem tão baixo assim. Eu podia ouvir "gostosa", "cavala demais", e coisas do tipo. Um sempre vem com aquela pergunta:
- Quanto você levanta?
A resposta também é sempre a mesma:
- Deixa que eu me preocupo com o quanto eu levanto, e você se preocupa em admirar os resultados.
Depois, um flex de biceps pra atiçar o fogo do perguntão.
Parei para tomar um suco por causa do calor. Ser uma mulher musculosa tem esses problemas. Você sente muito calor. Sem contar que precisava dar uma folga para minhas coxas. Grossas, elas se roçam a todo momento.
Consegui lugar numa mesa de calçada, numa lanchonete, e pedi um suco de morango. Cruzei as pernas, o que deixava à mostra minha coxa, com aquele corte que divide o quadriceps, saltado, dos músculos posteriores. O joelho pressonava as panturrilhas, e ela podia ser vista até de frente.
Todos olhavam, mas um dos voyeurs me chamou a atenção. Um homem de óculos, cabelos lisos e escuros e barba meio grisalha, trabalhava compenetrado em seu notebook até me ver. A partir daí, ele esqueceu o notebook. O homem me olhou por 5 minutos inteiros até vir falar comigo, trazendo o notebook e uma pasta. Pensei comigo: lá vem mais um... Ele se apresentou:
- Bom dia. Sou o Dr. Ricardo.
- Bom dia. Se quiser continuar olhando, fique à vontade. Mas não estou para paquera, hoje.
- Não, não é isso. Sou pesquisador da universidade. Estou fazendo um trabalho sobre a miostatina. Sabe o que é isso?
- Mioquê?
- Miostatina. É a proteína que inibe o crescimento muscular. Meus estudos buscam uma forma de inibir essa proteína e permitir a regeneração muscular em casos de doenças, ou...
- Ou?
- Ou o crescimento muscular até limites antes inimaginados, em seres humanos saudáveis.
Meus olhos brilharam:
- Conta mais, doutor.
- O desafio era fazer uma vacina que liberasse o crescimento muscular sem sobrecarregar os outros órgãos. E os resultados estão sendo surpreendentes. Curiosamente, as fêmeas responderam muito melhor ao tratamento. Olha só.
Ele me mostrou fotos de ratinhas que tinham o triplo do tamanho de ratos adultos, de cadelinhas que pareciam tigresas, grandes e muito definidas, e uma que me chamou atenção: uma chipanzé que era maior e mais musculosa que quaquer gorila. Ela era mais musculosa que eu! Ela carregava um bloco de concreto, por uma alça, que devia ter uns 100 kilos. E com um braço só! O pesquisador continuou:
- Eu queria saber se você gostaria de fazer alguns testes. Se você não quiser, tudo bem. Mas é sem compromisso nenhum.
Eu não acreditava. Será que minha chance de me tornar a mulher mais poderosa do mundo tinha caído assim, no meu colo? Me imaginei maior que a Iris Kyle e senti uma onda de tesão correr meu corpo. Mordi meu lábio, segurei a onda e disse:
- Aqui está meu telefone. Me liga e a gente marca.
Fui para casa com o coração acelerado e um pensamento na cabeça: parece que meu treinamento vai começar.
Depois escrevo para contar mais. Beijos,
Michelle

3 comentários:

Anônimo disse...

espero que continue logo e faça outros contos!

Esse tá muito BOM!

abraços

Naples!

Anônimo disse...

Boa iniciativa cara,
um otimo conto =]
Tenho uma sugestao pra te dar, porque nao escreve sobre garotas mais novas tipo com uns 18 a 20 anos que resolvem ficar fortes ?

Abs

BASS

Anônimo disse...

muito bom o conto, mas, a pesquisa clínica não segue esse caminho que vc disse.
abraços